Squad pronto em 30 dias: receba talento extra sem dor de cabeça

Romildo Burguez • August 12, 2025

Squad pronto em 30 dias: receba talento extra sem dor de cabeça 

Se você lidera tecnologia em uma empresa consolidada, já viveu o dilema: a demanda cresce, os prazos não diminuem e sua equipe — talentosa, mas enxuta — precisa entregar mais, sem perder a confiabilidade do que mantém o negócio de pé. É nessa hora que a ideia de “trazer um squad pronto” ganha força. Mas tão importante quanto velocidade é não criar um novo problema enquanto resolve o atual. Um time extra só ajuda de verdade quando entra rápido, entende o contexto, entrega valor visível e não deixa rastros de risco na segurança, nos processos e na cultura. 


Este post é destinado a CIOs, gerentes e coordenadores de TI em setores onde tecnologia é meio para resultado, não o produto final. Aqui você vai ver, em linguagem direta, como receber um squad produtivo em 30 dias — do pré-boarding ao primeiro release — com um plano simples, critérios de sucesso objetivos e um checklist prático de integração cultural, segurança, ferramentas e métricas.  


Quer saber mais? Continue a leitura! 


O que “pronto em 30 dias” realmente significa 


“Pronto” não é reformar o mundo em um mês. “Pronto” é ter uma capacidade produtiva mínima funcionando com risco controlado. Em termos práticos, isso significa três marcos: código aprovado e integrado logo na primeira semana, um primeiro deploy seguro até a terceira semana e um release com valor percebido pelo negócio até o fim do mês. Nada de transformar sua operação em laboratório; o foco é criar um fluxo previsível, repetível e mensurável. O squad precisa sair do campo das intenções para o das evidências: problema mapeado, hipótese de solução fatiada, pequena entrega em produção e um antes/depois que qualquer sponsor consegue enxergar. 


Esse conceito muda a conversa. Em vez de disputar ideias, você combina resultados: qual dor o squad vai aliviar primeiro, qual melhora o usuário interno vai sentir e como isso aparece em números simples — menos espera, menos retrabalho, menos incidentes, mais pedidos resolvidos. Quando a expectativa é concreta, o caminho fica mais curto e as reuniões ficam mais objetivas. 


Antes de começar: cinco decisões que evitam retrabalho 


Primeiro, defina junto ao sponsor de negócio os três problemas prioritários do mês. Nada de lista infinita: escolha batalhas que caibam no tempo e entreguem algo palpável.  


Segundo, acerte o significado de “pronto” de forma mensurável: que evidência vai provar que funcionou?  


Terceiro, alinhe como o time vai trabalhar: rituais, horários, canais, prazo de resposta e como serão tomadas as decisões.  


Quarto, elimine barreiras de acesso antes do dia 1: contas criadas, permissões configuradas, ambientes disponíveis, repositórios e quadro de tarefas em ordem.  


Quinto, combine como será medida a evolução: frequência de entregas, tempo até a primeira entrega, taxa de problemas que escapam e tempo de recuperação quando algo falha.  


Com essas cinco escolhas sacramentadas, o restante é logística e disciplina. 


Integração cultural 


Squads não falham por falta de talento; eles tropeçam quando a cultura da casa é um livro fechado. Acelere isso com três ferramentas simples. A primeira é um “buddy system”: cada pessoa do squad externo tem um par interno que conhece os atalhos, as siglas, quem decide o quê e onde estão as informações. A segunda é um “contrato social” do time, curto e claro: como pedimos ajuda, em quanto tempo respondemos, como registramos decisões e o que é aceitável em termos de qualidade. A terceira é um glossário vivo com termos, sistemas e fluxos centrais. Tudo isso cabe em poucas páginas no seu espaço de documentação. Some a isso um plano de comunicação de uma página: atualização semanal para stakeholders em cinco linhas, demonstração em 15 minutos no meio do mês e outra no final. Pronto: você reduz ansiedade e ruído, aumenta previsibilidade e dá sinal verde para o time produzir sem pisar em ovos. 


Segurança e privacidade 


Receber um time externo requer um acesso mínimo necessário, com autenticação centralizada e confirmação em dois passos. Dados sensíveis não devem passear por ambientes de teste; use versões embaralhadas ou catálogos limitados ao que é preciso trabalhar. Informações como senhas e chaves precisam ficar guardadas em cofres próprios, nunca em arquivos ou mensagens. Registre quem acessou o quê, e por quanto tempo, e tenha um passo a passo para retirar acessos quando alguém sai do projeto. Por fim, avalie rapidamente se o trabalho mexe com dados pessoais e, se mexer, mapeie quais campos entram nessa categoria e como serão tratados. 


Ferramentas certas 


O segredo não está no nome da ferramenta, mas no fluxo. Você precisa de quatro peças funcionando juntas. Uma ferramenta de gestão do trabalho, com um quadro simples e etapas claras do “a fazer” ao “entregue”; um repositório de código com uma estratégia de ramificações que evite conflitos e incentive entregas pequenas; uma esteira automática que constrói, testa, analisa qualidade básica e publica a nova versão com poucos cliques; e um painel de observação que mostra erros, lentidão e disponibilidade de forma que qualquer pessoa entenda. Se o seu squad chegar com modelos prontos e a sua equipe abraçar o padrão, metade do caminho já foi percorrido. O resto é ajustar pequenos detalhes à realidade da casa, sem perder a simplicidade. 


O plano de 30 dias, semana a semana 


Antes do dia 1 já existe trabalho feito. Dez dias antes, os contratos estão assinados, as contas criadas, as permissões definidas por papel e o projeto configurado no gerenciador de tarefas. Os repositórios foram abertos, a esteira básica está pronta e os ambientes estão disponíveis para uso. A agenda das primeiras duas semanas foi combinada e as cerimônias do time foram marcadas. 


Na semana 1, o onboarding é objetivo. Em duas horas, as regras de segurança, privacidade e conduta são alinhadas; em outras duas, o funcionamento das ferramentas e o fluxo de trabalho. O “contrato social” é escrito e revisado com todos, o glossário é conhecido, o padrinho (buddy) de cada pessoa é apresentado e a primeira hipótese de valor é escolhida. O plano é terminar a semana com um pequeno pedido concluído e integrado, mesmo que não esteja em produção ainda. Isso dá confiança para todos. 


Na semana 2, a esteira começa a rodar com ritmo. O time produz pequenas melhorias, demonstra o que já tem no fim da semana e combina os próximos passos com quem patrocina o projeto. Se for necessário tocar em sistemas antigos, o caminho mais seguro é criar uma camada intermediária que proteja o que já existe, sem tentar mexer no núcleo de imediato. Isso reduz o risco e permite testar sem medo, enquanto os times internos seguem a rotina normal. 


Na semana 3, você liga os sensores. Alarmes básicos para erros, lentidão e quedas ficam ativos, e o time testa um primeiro envio para produção em pequena escala. Para reduzir ansiedade, dá para esconder a nova função atrás de um “interruptor” que libera o recurso só para um grupo pequeno de pessoas, medindo o impacto real sem expor todo mundo de uma vez. Se algo não sair como o esperado, o plano de volta está pronto e é executado rapidamente. 


Na semana 4, vem o release que o negócio vê. Não precisa ser grandioso; precisa ser útil e verificável. Uma etapa que ficou mais rápida, uma fila que diminuiu, um relatório que chega antes, um erro que deixa de acontecer. O time apresenta o resultado, compara o antes e depois com números simples e fecha o mês com uma retrospectiva de integração: o que funcionou, o que ajustar e como será a cadência do segundo mês. O conhecimento fica documentado para que ninguém dependa de memória ou boa vontade. 


O que medir sem transformar o time em planilha 


Métricas não existem para punir; existem para decidir com mais segurança. No primeiro mês, escolha poucas e boas. Conte quantas versões foram colocadas no ar — quanto mais frequente, menor a ansiedade por “o grande dia”. Meça o tempo entre começar um trabalho e vê-lo útil para o usuário; isso mostra se o fluxo é saudável. Observe quantas mudanças deram problema e o tempo para recuperar quando algo dá errado; isso sinaliza qualidade e maturidade do processo. Repare em quantos itens prometidos foram de fato concluídos; isso revela se o planejamento está realista. Some a isso um pulso semanal muito simples: como as pessoas do time estão percebendo a colaboração, de zero a dez? Com esse conjunto, a conversa com o sponsor deixa de ser opinião e vira gestão baseada em fatos. 


Ganho visível para o negócio (e como contar essa história) 


Resultados técnicos são importantes, mas é o efeito no dia a dia que conquista apoio. Traduza as melhorias em linguagem de operação. Se uma tarefa ficou mais rápida, diga quantas horas foram economizadas no mês e o que isso liberou para a equipe fazer. Se um erro deixou de acontecer, mostre quantos chamados a menos chegaram e quanto isso reduz custo indireto. Se um relatório passou a sair mais cedo, detalhe como isso antecipou decisões. Quando você apresenta “menos espera, menos retrabalho, menos incidente” de forma que o sponsor reconhece na rotina dele, a confiança cresce e o investimento se torna óbvio. 


Riscos comuns e como neutralizar 


O primeiro risco é acesso travado. Resolva com um “cartão vermelho”: quando um bloqueio acontece, existe um caminho curto com dono claro para destravar em até um dia. O segundo é dependência de outros times para cada passo. Evite começar pelo que depende de todo mundo; priorize integrações que podem ser simuladas nas primeiras semanas e alinhe as dependências críticas com antecedência. O terceiro é backlog nebuloso, em que cada conversa abre três frentes novas. A resposta é um “descoberta expressa” de dois dias com quem entende do processo: mapear o fluxo atual, identificar gargalos e escolher hipóteses com impacto e escopo enxuto. O quarto é a armadilha da “fábrica de tickets”, quando o time vira apenas executor. Reforce que cada entrega precisa estar ligada a um resultado e reserve uma parte pequena do tempo para melhorar aquilo que bloqueia a fluidez da entrega. O quinto é segurança reativa, que só aparece depois do problema. A prevenção é rodar checagens básicas automaticamente sempre que uma nova versão for criada, desde o primeiro dia. 


O parceiro certo de tecnologia 


O parceiro certo não promete milagres; traz disciplina e padrões testados. Ele chega com modelos de projeto, repositório e esteira prontos para usar, respeita suas regras de segurança e adapta o necessário sem criar exceções para tudo. Ele topa metas mensuráveis no primeiro mês: primeiro código integrado na semana 1, primeira versão controlada na semana 3, release útil no final. Ele não tenta reinventar o seu modo de trabalhar, mas propõe pequenos ajustes que reduzem atrito: cerimônias curtas, decisões registradas, documentação viva. E, sobretudo, ele se compromete com transferência de conhecimento para que você não fique refém. Um bom teste é pedir que descreva, em uma página, como foi o último ramp-up de 30 dias que realizou e quais foram os resultados concretos. Quem tem experiência responde com simplicidade. 


Checklist prático para usar hoje 


Se você precisa começar agora, aqui vai um roteiro que cabe em um e-mail interno. No pré-boarding, verifique se contratos e acessos estão resolvidos, se as permissões por papel estão configuradas, se o projeto está criado no gerenciador de tarefas, se os repositórios estão prontos e se a esteira básica de construção e testes está ativa. No dia 1, faça um onboarding de quatro horas somando segurança, ferramentas e forma de trabalho, publique o contrato social do time, apresente os buddies e revise o glossário. Na semana 1, selecione três problemas com impacto e escopo realistas para o mês, conclua um primeiro pedido pequeno e integre o código. Na semana 2, demonstre o que já existe, alinhe expectativas e siga com entregas curtas. Na semana 3, ative alarmes simples e faça um primeiro envio controlado para produção. Na semana 4, entregue algo útil que possa ser medido, apresente o antes e depois e planeje o mês seguinte. Ao longo de todo o mês, acompanhe a cadência de entregas, o tempo até a primeira entrega, a proporção de problemas que escapam, o tempo de recuperação e a percepção de colaboração do time. 


Por que esse formato funciona para equipes enxutas 


Empresas com TI enxuta precisam de foco e de efeito rápido sem comprometer o core do negócio. O plano de 30 dias não tenta “modernizar tudo”; ele cria uma linha de montagem que dá resultado pequeno, porém real, enquanto protege o que já funciona. É um arranque que respeita o contexto e abre espaço para evoluções maiores com baixo atrito. Ao privilegiar entregas pequenas, medidas simples e acordos claros, você evita a gangorra entre “pressa” e “pânico”, e constrói uma base que se mantém quando o mês acaba. O ganho não é só técnico; é de confiança. O sponsor passa a ver a tecnologia como aliada prática do plano da área dele, e não como uma promessa distante. 


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Conclusão 


Receber um squad pronto em 30 dias é possível quando você troca a ansiedade por método. Defina o que é “pronto” de forma objetiva, elimine travas antes do dia 1, una cultura e segurança em hábitos simples, escolha ferramentas pelo fluxo e não pelo nome e meça o que realmente muda a vida de quem usa. O resultado é um mês que termina com uma entrega em produção, números que contam a história e um time que se encaixa sem ruído no seu modelo operacional. É assim que talento extra vira produtividade de verdade — sem dor de cabeça. 


Se quiser transformar este roteiro em um plano sob medida para o seu cenário, com templates prontos de onboarding, esteira de entrega e scorecard executivo, é só dizer. A partir daqui, colocar um squad para rodar é mais questão de disciplina do que de sorte. 


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Só que em operações sensíveis, essa entrada rápida costuma vir acompanhada de três comportamentos perigosos: O primeiro é a “adoção invisível”. Cada área começa a usar ferramentas por conta própria, sem padrão, sem alinhamento, sem proteção. Parece produtividade, mas, na prática, vira um risco espalhado. É quando a empresa acorda e percebe que informações críticas foram copiadas e coladas em lugares errados — e ninguém sabe ao certo o que foi usado, onde, por quem e para quê. O segundo é a “dependência sem critério”. Em vez de apoiar decisões, a IA começa a influenciar decisões. E como ela fala com confiança, muita gente deixa de questionar. O resultado pode ser um erro bem escrito e muito convincente, indo parar em um e-mail para cliente, numa proposta comercial, numa análise de risco ou num plano de ação. O terceiro é o “atalho que vira dívida”. A empresa economiza tempo hoje, mas cria um problema que custará caro amanhã: processos diferentes em cada área, informações desencontradas, retrabalho, perda de qualidade e uma sensação constante de que a operação ficou mais rápida… porém menos confiável. Se você atua em ambientes críticos, precisa de uma ideia simples para guiar decisões: IA não é só uma ferramenta. É uma capacidade. E capacidade precisa de método. IA operacional vs IA estratégica Aqui está a diferença que separa quem “brinca” de IA de quem realmente melhora a empresa. O uso operacional é quando a IA ajuda em tarefas soltas. Ela escreve um e-mail, organiza um texto, revisa uma mensagem, resume uma reunião, gera ideias para um post, cria um roteiro de apresentação. Isso é útil, sim — e costuma trazer ganhos rápidos. Só que é, principalmente, produtividade individual. O uso estratégico é quando a IA melhora o funcionamento da empresa. Ela reduz gargalos recorrentes, diminui retrabalho, melhora prazos, padroniza comunicação, acelera decisões com mais consistência. Isso acontece quando a IA entra conectada a processo, rotina e medida de resultado. É produtividade organizacional. A pergunta que coloca você no trilho certo é bem objetiva: “Isso vai melhorar a empresa ou só vai deixar alguém mais rápido hoje?” Se a resposta for “só hoje” , tudo bem. Mas trate como experimento controlado. Se a resposta for “vai melhorar a empresa” , então você precisa do mínimo de responsabilidade para a coisa escalar sem quebrar a confiança. Em operação crítica, “começar pequeno” não significa “começar solto” Muita gente ouve “comece pequeno” e traduz como “qualquer um começa de qualquer jeito” . Em ambientes críticos, começar pequeno precisa significar outra coisa: começar seguro , com escopo curto, impacto real e regras simples. Pense assim: você quer escolher casos de uso que tragam valor rápido, mas que não exijam mexer no coração frágil das integrações de primeira, nem colocar dados sensíveis em risco . Você quer avançar sem quebrar o que está em produção. A seguir, estão seis pontos de partida que normalmente funcionam bem nesse cenário — e que ajudam a construir confiança. 6 usos iniciais “seguros” para ambientes críticos Resumo e padronização de informações internas. Atas de reunião, planos de ação, registros de decisões, atualizações de status. Aqui a IA vira uma secretária eficiente: organiza, sintetiza e deixa mais claro o que já foi discutido. Desde que você evite conteúdo sensível e tenha revisão humana, o risco é baixo e o ganho costuma ser alto. Documentação e melhoria de procedimentos Em empresas com legado e estruturas rígidas, documentação é ouro — e quase sempre está atrasada. A IA pode ajudar a transformar rascunhos em textos mais claros, sugerir estrutura, padronizar linguagem e identificar lacunas. O segredo é simples: ela não “autoriza”; ela ajuda a escrever. Quem valida é o time. Triagem de demandas e classificação de tickets Antes de automatizar respostas, você pode automatizar organização. Classificar tipos de solicitação, identificar urgência, sugerir responsáveis, apontar provável causa. Isso reduz caos na fila e melhora tempo de resposta sem mexer diretamente em sistemas sensíveis. Base de conhecimento interna com curadoria Em operações corridas, perguntas se repetem: como liberar acesso, como abrir chamado, como registrar incidente, como seguir um procedimento. A IA pode facilitar busca e resposta usando conteúdos aprovados, desde que haja controle de acesso e curadoria. Aqui, o “seguro” não é a tecnologia — é a disciplina de manter a base confiável. Apoio ao comercial e ao atendimento com limites claros A IA pode ajudar a estruturar propostas, organizar argumentos, adaptar linguagem. Mas o limite precisa ser inegociável: não alimentar a IA com informações confidenciais ou dados de clientes sem política definida. Dá para fazer bem com modelos prontos e um padrão de conteúdo. Identificação de padrões de retrabalho e gargalos, usando dados não sensíveis Às vezes, o problema não está no “fazer”. Está no “refazer”. A IA pode ajudar a enxergar recorrências: onde mais dá erro, onde mais volta, onde mais trava. Isso orienta melhorias de processo que liberam tempo real. Veja o ponto comum entre todos esses usos: eles começam melhorando comunicação, organização e consistência — sem pedir que você reconstrua o mundo, nem jogue risco para debaixo do tapete. O mínimo de responsabilidade: governança “leve” para não virar caos Se a palavra “governança” te lembra burocracia, pense nela como um conjunto enxuto de regras para evitar problemas previsíveis. Em ambientes críticos, você não precisa de um manual de 200 páginas. Você precisa de um acordo claro e prático, que caiba em uma página e seja fácil de seguir. Esse mínimo costuma incluir quatro coisas. São elas: Classificação simples de informação O time precisa saber o que pode ser usado com IA e o que não pode. Em geral, o que envolve dados pessoais, informações contratuais, números sensíveis, credenciais, dados operacionais críticos ou qualquer conteúdo sigiloso deve ter uma regra expressa. A empresa não pode depender do “bom senso” de cada pessoa quando a pressão do prazo aperta. Controle de acesso Quem pode usar quais ferramentas? Quem pode acessar quais bases? Em muitas empresas, a IA se torna perigosa não por ser “inteligente”, mas por herdar permissões erradas. Se acesso é frouxo, a IA apenas acelera o aperto. Registro do uso em áreas sensíveis Não precisa ser um tribunal. Precisa ser rastreável. Quando algo der errado, você precisa conseguir entender o caminho: o que foi feito, por quem e com qual objetivo. Isso protege a empresa e também protege as pessoas. Revisão humana em pontos críticos Em áreas sensíveis, a IA não pode ser “quem decide”. Ela pode sugerir. Ela pode resumir. Ela pode organizar. Mas decisões que afetam cliente, segurança, risco ou compliance precisam de validação. Isso é maturidade, não desconfiança. O resultado dessa governança leve é simples: você cria segurança para a adoção crescer sem virar “terra de ninguém” — o que costuma acontecer quando a empresa tenta ser moderna… mas esquece que modernidade sem disciplina vira acidente. Legado e integrações frágeis: como evoluir sem quebrar a operação Em ambientes críticos, o legado não é um vilão. Ele é o que mantém a empresa trabalhando. O problema é tratar esse legado como se fosse um aplicativo novo, pronto para integrações perfeitas e mudanças rápidas. Aqui, o caminho mais responsável é reduzir acoplamento. Ou seja: antes de conectar IA diretamente em sistemas críticos, você começa com etapas mais “externas” e controladas. Você melhora a entrada, a organização e a qualidade do que chega no sistema — e só depois mexe no sistema. Pense como uma reforma com a casa em pé: primeiro, você arruma o fluxo, tira o entulho, melhora o acesso, organiza ferramentas, padroniza procedimentos. Só depois você quebra a parede. Uma boa regra prática é: quanto mais crítico o sistema, mais controlada precisa ser a automação . Isso não é medo; é engenharia de confiança. Você pode acelerar o que está antes e depois do sistema sem tocar no coração do legado no primeiro movimento. ROI sem mágica: como mostrar valor Se o conteúdo que você vai produzir não ajudar o leitor a justificar investimento, ele vira inspiração bonita e morre na gaveta. O ponto não é prometer “revolução”. É mostrar como medir ganhos reais. Um modelo simples funciona bem para PMEs: Você estima o tempo que está sendo gasto em atividades repetitivas e com retrabalho. Você transforma isso em custo (tempo x custo/hora). Você soma impactos de qualidade (erros, retrabalho, atrasos) e impactos de negócio (atendimento mais lento, proposta que demora, perda de oportunidade). E então você compara isso com o custo de adoção: ferramenta, implantação, treinamento e o mínimo de governança. O segredo do ROI responsável é não esconder custo “invisível”. Porque, em ambiente crítico, o custo invisível vira o mais caro: retrabalho, incidentes, perda de confiança, ruído entre áreas, risco de vazamento, desgaste da equipe. Quando você apresenta o ROI dessa forma, a conversa sai do “vamos usar IA porque todo mundo usa” e entra no “vamos usar IA onde faz sentido e onde conseguimos controlar”. Cultura digital: o motor que mantém a IA útil depois do encanto inicial Aqui é onde muita empresa erra. Ela acredita que IA é uma mudança de ferramenta. Na prática, é uma mudança de comportamento. Sem cultura digital, acontecem dois extremos igualmente ruins. No primeiro, a empresa reage com resistência. Ninguém usa, porque “isso vai dar problema”, “isso é modinha”, “isso não é para nós”. O resultado é ficar para trás — e continuar sobrecarregado. No segundo, a empresa vira anarquia. Cada um usa do seu jeito, do seu lugar, para o seu objetivo. O resultado é o risco espalhado — e uma operação inconsistente. Cultura digital madura é equilíbrio: autonomia com responsabilidade. E isso se constrói com coisas simples: exemplos aprovados, boas práticas claras, treinamento leve e constante, e alinhamento entre áreas. Não é um grande evento. É rotina. Uma boa prática é criar um “playbook” curto de uso, com exemplos do que pode e do que não pode, e um repertório de modelos prontos para cada área. Quando você entrega o caminho, você reduz improviso. E improviso é o que mais dói em prazo curto. O que não se deve fazer Se você vai escrever um conteúdo responsável, precisa dizer com clareza onde não começar. Não comece automatizando decisões de alto impacto sem revisão humana. Não comece colocando dados sensíveis em ferramentas sem regra e sem controle. Não comece conectando automações direto em sistemas críticos sem pensar em rollback, validação e exceções. E não comece tratando a IA como fonte final de verdade. Esses “nãos” não existem para travar inovação. Eles existem para proteger a operação e permitir que a IA vire aliada, não risco. Conclusão Sim, PMEs tendem a adotar IA com velocidade. E isso pode ser uma vantagem brutal, especialmente quando o time é enxuto e a demanda só cresce. Mas em ambientes críticos, velocidade sem responsabilidade é só uma forma diferente de atraso, já que mais cedo ou mais tarde o custo aparece. O caminho mais sólido é simples de entender: começar por casos de uso seguros, estabelecer um mínimo de regras, melhorar processos e comunicação, respeitar o legado e criar cultura digital para sustentar a evolução. Isso transforma IA de “atalho” em capacidade. Esperamos que você tenha gostado do conteúdo desse post! Caso você tenha ficado com alguma dúvida, entre em contato conosco , clicando aqui! Nossos especialistas estarão à sua disposição para ajudar a sua empresa a encontrar as melhores soluções do mercado e alcançar grandes resultados ! Para saber mais sobre as soluções que a CSP Tech oferece, acesse: www.csptech.com.br .
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