Gestão de ativos no Jira Service Management com Assets + Rovo: quando a operação para de “apagar incêndio” e passa a decidir

Romildo Burguez • January 14, 2026

Existe um gargalo que não aparece em dashboard nenhum: o momento em que a TI precisa decidir rápido, mas o contexto está espalhado. Qual ativo é? Quem é o dono? Que serviço pode cair junto? Teve mudança recente? Quando essas respostas não estão prontas, o atendimento vira “caça ao tesouro” — e a operação paga com atrasos, ruído e retrabalho. 


Nesse post vamos falar sobre como o Assets — gestão de ativos/configuração — e o Rovo — IA para busca, chat e agentes no ecossistema Atlassian — se encaixam, resultando em contexto estruturado, conexão ao fluxo, acessibilidade a qualquer instante, inclusive na hora da decisão. 


Continue a leitura e saiba mais! 


Gestão de ativos não é inventário: é contexto operacional 


Muita empresa ainda entende ativos como “cadastro”: lista de notebooks, servidores, licenças, contratos. Isso ajuda, mas não resolve o problema mais caro do service management: impacto e dependências


Quando ativos e itens de configuração (CIs) se conectam a serviços e ao trabalho, você responde melhor perguntas que definem prioridade e risco: “Se eu mexer aqui, o que quebra?”, “Esse incidente está isolado ou é sintoma?”, “Qual time precisa entrar agora?”. A própria Atlassian descreve a integração entre Services e Assets como uma forma de construir um mapa de serviço conectando serviços a ativos e CIs para suportar incidentes, mudanças e problemas. 


Em outras palavras: ativos deixam de ser “um cadastro” e viram base de decisão


Assets no Jira Service Management: uma CMDB/ITAM que vive dentro do fluxo 


No Jira Service Management Cloud, o Assets foi desenhado para modelar objetos (ativos, contratos, fornecedores, localizações, pessoas) e, principalmente, relacioná-los. O ganho prático aparece quando isso entra no fluxo do atendimento: o ticket deixa de nascer “no vazio” e já carrega contexto. 


E não é só teoria: a Atlassian também detalha como conectar esquemas do Assets a práticas como incidentes e mudanças por meio de campos e mapeamentos — exatamente para permitir seleção e vínculo de objetos durante a operação. 


O resultado é simples de medir no dia a dia: menos tempo “descobrindo antes de resolver” e mais consistência na triagem, no diagnóstico e na análise de impacto. 


Por que o Premium muda o patamar para gestão de ativos 


Aqui vale ser objetivo: quando o tema é asset & configuration management no JSM Cloud, a conversa muda de “feature” para “capacidade de operação”. 


A página oficial do Jira Service Management Cloud Premium coloca asset and configuration management como parte do pacote de recursos do plano Premium. 


Na prática, isso significa elevar a maturidade do service management porque o “mapa do mundo” (ativos, relações, criticidade, donos, dependências) passa a existir no mesmo ambiente onde o trabalho acontece — e não em planilhas paralelas, documentos isolados ou conhecimento tácito de pessoas-chave. 


Rovo: IA dentro do trabalho, com rollout por camadas e governança de uso 


Rovo importa menos pelo “efeito IA” e mais pelo posicionamento: busca, chat e agentes funcionando em cima do conhecimento que já vive nas ferramentas Atlassian, em vez de virar “mais um lugar para procurar”. 


E aqui entram pontos que valem deixar cristalinos: 


O que “incluído” significa, na prática 


A Atlassian declara que, desde 9 de abril de 2025, o Rovo começou a ser liberado “sem custo adicional inicial” para assinaturas de Jira, Confluence e Jira Service Management — começando por Premium e Enterprise (com Standard depois). 


“Incluído” não é “ilimitado” 


A documentação oficial de limites deixa claro que existem quotas de créditos de IA e objetos indexados, que resetam por período de cobrança (mensal ou mensal dentro do anual) e não acumulam. Também afirma que, no momento, as quotas “não são aplicadas”, mas que no futuro o uso além das quotas pode gerar cobranças baseadas em consumo. 


Ou seja: Rovo tende a ser percebido como “incluído” na entrada, mas exige governança para não virar custo surpresa mais adiante. 


A combinação que destrava valor: ativos estruturados + IA conectada 


A sinergia real é direta: 


Assets organiza o contexto: o que existe, como se relaciona, o que é crítico e quem responde. 


Rovo acelera a recuperação e o uso desse contexto dentro do fluxo de trabalho — com o cuidado de operar dentro de quotas e políticas. 


Quanto melhor o contexto estiver estruturado, maior a chance de a IA ser um acelerador de decisão (e não só um “buscador com cara de chat”). 


Para visualizar, pense em três cenas comuns: 


Incidente: o atendente associa o ativo/CI, enxerga relações e dependências, e consegue escalar para o time certo mais cedo. 


Mudança: a análise de impacto deixa de ser “memória e feeling” e passa a ser “mapa e relações”. 


Problema: padrões ficam mais visíveis quando o histórico de tickets conversa com os mesmos objetos e serviços. 


Como começar sem transformar em um “projeto infinito” 


Gestão de ativos costuma falhar quando tenta ser perfeita no dia 1. Uma abordagem mais pragmática é começar pequeno — mas começar certo: 


Escolha um recorte que gere ganho imediato 


Endpoints + usuários (para reduzir tempo de atendimento), serviços críticos (para análise de impacto), contratos/fornecedores (para SLA e responsabilidade). 


Defina onde o ativo entra no fluxo 


Em quais tipos de solicitação/incidente/mudança ele é obrigatório? Como aparece para quem atende? 


Mantenha o dado vivo 


A Atlassian destaca o valor de sincronizar serviços automaticamente com Assets para apoiar incidentes, mudanças e problemas — justamente para reduzir “verdades paralelas”. 


O objetivo não é “ter uma CMDB bonita”. É reduzir o custo invisível do improviso. 


Perguntas Frequentes 


Assets no JSM é uma CMDB? 


Ele pode cumprir esse papel quando você modela CIs e relações e conecta isso ao fluxo de incidentes, mudanças e problemas. 


Preciso do Premium para ter gestão de ativos no JSM Cloud? 


O Premium destaca asset and configuration management como parte do plano, elevando esse tema a um recurso central da operação. 


Rovo é “gratuito”? 


A Atlassian descreve o rollout “sem custo adicional inicial”, mas com quotas e possibilidade de cobrança por consumo no futuro. 


Como evitar surpresas com consumo de IA? 


Tratando quotas e créditos como governança: acompanhar uso, alinhar políticas e preparar-se para quando houver enforcement/cobrança por consumo. 


Para que você possa se aprofundar ainda mais, recomendamos também a leitura dos artigos abaixo: 


Gerenciamento de Ativos com Jira Service Managment 


Teamwork Collection com Rovo: trabalho conectado com IA e governança 


Menos ruído, mais entrega: use Rovo para achar, resumir e agir no trabalho do time 


Conclusão 


Gestão de ativos virou tema inevitável porque a TI virou parte do sistema nervoso do negócio — e sistema nervoso não funciona no “achismo”. No Jira Service Management, Assets coloca ativos e configuração no centro do fluxo, conectando objetos, serviços e tickets para reduzir improviso e dar previsibilidade. 


Rovo muda a dinâmica de acesso ao conhecimento dentro do trabalho, com um modelo que começa “incluído” na prática, mas que deve ser tratado com maturidade: quotas, créditos e governança. 


Se a pergunta é “por que Premium?”, a resposta mais forte é: porque ele ajuda a criar um salto de contexto — e contexto é o que separa uma operação reativa de uma operação que decide bem, rápido e com menos ruído. 


Esperamos que você tenha gostado do conteúdo desse post!  


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No Brasil, esse tema ficou ainda mais sério porque 2026 tende a ser a primeira eleição geral vivendo, na prática, o impacto do regramento recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre uso de IA em propaganda, que inclui proibição de deepfakes e exigência de aviso de transparência quando houver conteúdo fabricado ou manipulado . A seguir, vamos olhar para os dois lados com calma — e, principalmente, trazer ideias úteis para o dia a dia de quem só quer atravessar o período eleitoral sem cair em armadilhas e sem viver em estado de alerta permanente. O que muda de verdade quando a IA entra nas eleições? Quando se fala em IA nas eleições , muita gente imagina apenas vídeos falsos de candidatos dizendo coisas absurdas. Isso existe, mas é só a ponta do iceberg. O impacto maior vem de quatro mudanças simples: Velocidade: produzir conteúdo persuasivo (texto, imagem, áudio) vira tarefa de minutos. Escala: uma equipe pequena consegue publicar como se fosse uma equipe enorme. Personalização: mensagens podem ser adaptadas para “conversar” com públicos diferentes. Ambiguidade: fica mais difícil ter certeza do que é real, do que é editado, do que é encenado e do que é inventado. Isso mexe com um recurso valioso da vida pública: confiança . E confiança não é um detalhe; é o chão onde debate, imprensa, instituições e eleitor caminham. Onde a IA pode ser um recurso valioso nas eleições Vamos começar pelo lado bom — porque ele existe e pode ser muito prático. Acessibilidade e inclusão: política em linguagem mais humana Uma eleição tem muita informação difícil: regras, propostas, comparações, dados. A IA pode ajudar a traduzir isso para linguagem simples, produzir versões em Libras, gerar legendas melhores, resumir planos extensos, adaptar conteúdo para pessoas com baixa visão ou baixa familiaridade digital. Não é “enfeite”. É dar acesso para mais gente participar do debate, com menos barreira. Atendimento ao cidadão: respostas rápidas sem “jogo de empurra” Em período eleitoral, dúvidas operacionais explodem: como regularizar título, local de votação, horários, o que pode ou não pode. Assistentes virtuais bem construídos podem reduzir gargalos e melhorar o serviço — desde que sejam transparentes e responsáveis. Combate a golpes e fraudes com apoio da IA A IA também é usada para defesa: identificar padrões de abuso, priorizar denúncias, achar comportamentos coordenados e reduzir o tempo entre “surgiu um boato” e “alguém percebeu que explodiu”. Autoridades eleitorais vêm reforçando cooperações e iniciativas com esse objetivo, especialmente no combate a deepfakes e desinformação eleitoral. Educação política: comparar propostas sem se perder Existe um uso que pode ser muito saudável: ferramentas que organizam informações públicas e ajudam a comparar propostas sem transformar tudo em torcida. O desafio aqui é governança: quem alimenta a ferramenta, com quais fontes, com quais limites e com qual transparência . Onde a IA vira ameaça nas eleições (e por que isso vai além das fake news) A desinformação é antiga. O que a IA faz é mudar o “tamanho do estrago” e o “tempo de reação”. Deepfakes: quando o vídeo “prova” algo que nunca aconteceu Deepfake é, em termos simples, uma mídia sintética (vídeo, áudio ou imagem) que imita uma pessoa de forma convincente. Ele pode ser usado como arma emocional: chocar, revoltar, humilhar, “cravar” uma mentira com aparência de evidência. Por isso, o TSE passou a tratar deepfake como prática proibida na propaganda eleitoral. Golpes com voz: o “ouvi com meus próprios ouvidos” Um risco ainda subestimado é a voz sintética . Golpes por telefone e áudio em aplicativos se tornam mais críveis quando a voz “parece” de alguém conhecido. Nos EUA, a FCC reconheceu chamadas com voz gerada por IA como “artificiais” para fins de combate a robocalls e fraudes. Produção em massa: muito conteúdo, pouca responsabilidade Mesmo sem deepfake , a IA permite a criação industrial de textos, memes, comentários e páginas que parecem espontâneos. Muitas vezes, o objetivo não é convencer — é confundir , cansar e desmobilizar . O risco mais perigoso: “se tudo pode ser falso, nada importa” Quando todo mundo sabe que a IA pode criar manipulações convincentes, surge uma desculpa pronta para negar fatos reais. Esse fenômeno é conhecido como liar’s dividend : a dúvida permanente vira ferramenta de quem quer escapar de responsabilidade. Regras e transparência: como o mundo tenta organizar o caos No Brasil, a diretriz é clara: é permitido usar IA, desde que haja transparência , e é proibido o uso de deepfakes na propaganda eleitoral. A eleição de 2026 será o primeiro grande teste prático desse conjunto de regras. No cenário internacional, a União Europeia colocou em vigor o AI Act , que estabelece obrigações graduais para usos considerados de alto risco. Mesmo fora da Europa, isso importa: plataformas e produtos globais tendem a adotar padrões mais restritivos de forma ampla. Como lidar com eleições e IA no dia a dia Troque “certeza instantânea” por confiança construída Conteúdos eleitorais exploram emoção. Se algo gerar urgência, raiva ou medo, trate isso como sinal de alerta , não como prova. Três perguntas antes de compartilhar Quem está dizendo isso? Onde mais isso apareceu? O que eu perco se esperar 10 minutos? Reconheça o padrão da manipulação moderna recortes sem contexto prints sem link áudios sem origem pedidos explícitos de compartilhamento A IA acelera esse pacote. Em organizações, prepare o plano de resposta Mais importante do que “postar rápido” é saber como responder quando algo der errado : canal oficial, triagem, tempo de reação e cuidado para não amplificar boatos.  Para que você possa se aprofundar ainda mais, recomendamos também a leitura dos artigos abaixo: Inteligência Artificial e BI: O Futuro da Análise de Dados Eleições 2024: O papel do BI na apuração de votos em tempo real Tudo o que você precisa saber sobre o futuro dos Agentes de IA está aqui Conclusão: a eleição mais importante acontece dentro da sua atenção A Inteligência Artificial pode tornar a política mais acessível, mais compreensível e mais eficiente. Mas também pode acelerar boatos, corroer confiança e alimentar cinismo. O impacto final da IA nas eleições não será definido só pela tecnologia, mas por regras, incentivos, responsabilidade institucional — e pequenos hábitos individuais. No fim, a melhor defesa não é dominar tecnologia. É algo mais simples: quando algo te fizer reagir rápido demais, pare um pouco — porque é exatamente aí que a manipulação costuma ganhar força. Esperamos que você tenha gostado do conteúdo desse post! 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