Gestão de ativos no Jira Service Management com Assets + Rovo: quando a operação para de “apagar incêndio” e passa a decidir
Existe um gargalo que não aparece em dashboard nenhum: o momento em que a TI precisa decidir rápido, mas o contexto está espalhado. Qual ativo é? Quem é o dono? Que serviço pode cair junto? Teve mudança recente? Quando essas respostas não estão prontas, o atendimento vira “caça ao tesouro” — e a operação paga com atrasos, ruído e retrabalho.
Nesse post vamos falar sobre como o Assets — gestão de ativos/configuração — e o Rovo — IA para busca, chat e agentes no ecossistema Atlassian — se encaixam, resultando em contexto estruturado, conexão ao fluxo, acessibilidade a qualquer instante, inclusive na hora da decisão.
Continue a leitura e saiba mais!
Gestão de ativos não é inventário: é contexto operacional
Muita empresa ainda entende ativos como “cadastro”: lista de notebooks, servidores, licenças, contratos. Isso ajuda, mas não resolve o problema mais caro do service management: impacto e dependências.
Quando ativos e itens de configuração (CIs) se conectam a serviços e ao trabalho, você responde melhor perguntas que definem prioridade e risco: “Se eu mexer aqui, o que quebra?”, “Esse incidente está isolado ou é sintoma?”, “Qual time precisa entrar agora?”. A própria Atlassian descreve a integração entre Services e Assets como uma forma de construir um mapa de serviço conectando serviços a ativos e CIs para suportar incidentes, mudanças e problemas.
Em outras palavras: ativos deixam de ser “um cadastro” e viram base de decisão.
Assets no Jira Service Management: uma CMDB/ITAM que vive dentro do fluxo
No Jira Service Management Cloud, o Assets foi desenhado para modelar objetos (ativos, contratos, fornecedores, localizações, pessoas) e, principalmente, relacioná-los. O ganho prático aparece quando isso entra no fluxo do atendimento: o ticket deixa de nascer “no vazio” e já carrega contexto.
E não é só teoria: a Atlassian também detalha como conectar esquemas do Assets a práticas como incidentes e mudanças por meio de campos e mapeamentos — exatamente para permitir seleção e vínculo de objetos durante a operação.
O resultado é simples de medir no dia a dia: menos tempo “descobrindo antes de resolver” e mais consistência na triagem, no diagnóstico e na análise de impacto.
Por que o Premium muda o patamar para gestão de ativos
Aqui vale ser objetivo: quando o tema é asset & configuration management no JSM Cloud, a conversa muda de “feature” para “capacidade de operação”.
A página oficial do Jira Service Management Cloud Premium coloca asset and configuration management como parte do pacote de recursos do plano Premium.
Na prática, isso significa elevar a maturidade do service management porque o “mapa do mundo” (ativos, relações, criticidade, donos, dependências) passa a existir no mesmo ambiente onde o trabalho acontece — e não em planilhas paralelas, documentos isolados ou conhecimento tácito de pessoas-chave.
Rovo: IA dentro do trabalho, com rollout por camadas e governança de uso
Rovo importa menos pelo “efeito IA” e mais pelo posicionamento: busca, chat e agentes funcionando em cima do conhecimento que já vive nas ferramentas Atlassian, em vez de virar “mais um lugar para procurar”.
E aqui entram pontos que valem deixar cristalinos:
O que “incluído” significa, na prática
A Atlassian declara que, desde 9 de abril de 2025, o Rovo começou a ser liberado “sem custo adicional inicial” para assinaturas de Jira, Confluence e Jira Service Management — começando por Premium e Enterprise (com Standard depois).
“Incluído” não é “ilimitado”
A documentação oficial de limites deixa claro que existem quotas de créditos de IA e objetos indexados, que resetam por período de cobrança (mensal ou mensal dentro do anual) e não acumulam. Também afirma que, no momento, as quotas “não são aplicadas”, mas que no futuro o uso além das quotas pode gerar cobranças baseadas em consumo.
Ou seja: Rovo tende a ser percebido como “incluído” na entrada, mas exige governança para não virar custo surpresa mais adiante.
A combinação que destrava valor: ativos estruturados + IA conectada
A sinergia real é direta:
Assets organiza o contexto: o que existe, como se relaciona, o que é crítico e quem responde.
Rovo acelera a recuperação e o uso desse contexto dentro do fluxo de trabalho — com o cuidado de operar dentro de quotas e políticas.
Quanto melhor o contexto estiver estruturado, maior a chance de a IA ser um acelerador de decisão (e não só um “buscador com cara de chat”).
Para visualizar, pense em três cenas comuns:
Incidente: o atendente associa o ativo/CI, enxerga relações e dependências, e consegue escalar para o time certo mais cedo.
Mudança: a análise de impacto deixa de ser “memória e feeling” e passa a ser “mapa e relações”.
Problema: padrões ficam mais visíveis quando o histórico de tickets conversa com os mesmos objetos e serviços.
Como começar sem transformar em um “projeto infinito”
Gestão de ativos costuma falhar quando tenta ser perfeita no dia 1. Uma abordagem mais pragmática é começar pequeno — mas começar certo:
Escolha um recorte que gere ganho imediato
Endpoints + usuários (para reduzir tempo de atendimento), serviços críticos (para análise de impacto), contratos/fornecedores (para SLA e responsabilidade).
Defina onde o ativo entra no fluxo
Em quais tipos de solicitação/incidente/mudança ele é obrigatório? Como aparece para quem atende?
Mantenha o dado vivo
A Atlassian destaca o valor de sincronizar serviços automaticamente com Assets para apoiar incidentes, mudanças e problemas — justamente para reduzir “verdades paralelas”.
O objetivo não é “ter uma CMDB bonita”. É reduzir o custo invisível do improviso.
Perguntas Frequentes
Assets no JSM é uma CMDB?
Ele pode cumprir esse papel quando você modela CIs e relações e conecta isso ao fluxo de incidentes, mudanças e problemas.
Preciso do Premium para ter gestão de ativos no JSM Cloud?
O Premium destaca asset and configuration management como parte do plano, elevando esse tema a um recurso central da operação.
Rovo é “gratuito”?
A Atlassian descreve o rollout “sem custo adicional inicial”, mas com quotas e possibilidade de cobrança por consumo no futuro.
Como evitar surpresas com consumo de IA?
Tratando quotas e créditos como governança: acompanhar uso, alinhar políticas e preparar-se para quando houver enforcement/cobrança por consumo.
Para que você possa se aprofundar ainda mais, recomendamos também a leitura dos artigos abaixo:
Gerenciamento de Ativos com Jira Service Managment
Teamwork Collection com Rovo: trabalho conectado com IA e governança
Menos ruído, mais entrega: use Rovo para achar, resumir e agir no trabalho do time
Conclusão
Gestão de ativos virou tema inevitável porque a TI virou parte do sistema nervoso do negócio — e sistema nervoso não funciona no “achismo”. No Jira Service Management, Assets coloca ativos e configuração no centro do fluxo, conectando objetos, serviços e tickets para reduzir improviso e dar previsibilidade.
E Rovo muda a dinâmica de acesso ao conhecimento dentro do trabalho, com um modelo que começa “incluído” na prática, mas que deve ser tratado com maturidade: quotas, créditos e governança.
Se a pergunta é “por que Premium?”, a resposta mais forte é: porque ele ajuda a criar um salto de contexto — e contexto é o que separa uma operação reativa de uma operação que decide bem, rápido e com menos ruído.
Esperamos que você tenha gostado do conteúdo desse post!
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